domingo, maio 13, 2007

Reflectindo...

Nascida numa família católica praticante e educada no meio, a minha vida foi dando muitas voltas.
Com a adolescência pertenci a inúmeros grupos de desenvolvimento pessoal e católico, estando na coordenação de muitos deles, mas com o divórcio (fui trocada por uma amiga de um desses grupos), afastei-me.
Vivi a podridão que muitas vezes se instala e não soube separar as águas.
Afastei-me de tudo.
Ao vir para Lisboa, fui tomando contacto com uma realidade mais esotérica, fechando sempre portas. O meu lado céptico e pragmático faz destas coisas. No entanto fica sempre um bichinho de curiosidade.
Agora num momento de maior fragilidade emocional sinto necessidade de me agarrar a alguma coisa que me dê paz, que seja mais transcendental.
Hoje informei-me onde se realizam eucaristias de jesuítas aconselhadas por uma amiga.
Mas tenho medo. Medo de voltar, medo do que vou redescobrir, medo de me comprometer.
Nem sei se vá. Estou com vontade, mas... não sei se vá.
Mal não me irá fazer, mas encontrar-me com Ele faz-me arrepiar tendo em conta a distância e desprendimento que promovi.
Confesso que levo tudo muito a sério e este modus vivendi faz-me empenhar arduamente em cada projecto.
Ou tudo ou nada.
Como diz o meu amigo Pedrinho, coloco demasiada carga nas coisas... E depois as desilusões são mais que muitas. Crio umas bolhas de ilusão e caio de cavalo. Em tudo e com tudo na vida.
Entretanto, para me defender, bloqueio o que me possa fazer sentir emoções.
Fujo. Resguardo-me. Ergo barreiras enormes. Fico na minha concha, mesmo que aparentemente seja muito aberta e comunicativa.
Não sei que faça...

5 comentários:

Spitfire disse...

Não te vais encontrar com "Ele"... porque se acreditas... Ele teve sempre contigo, não é assim?

Maríita disse...

Porquê Jesuitas? Exprimenta ir a uma Igreja qualquer, num sítio qualquer, com um padre qualquer, vais ver que te sabe bem. Há uma igreja de que gosto muito, topo do chiado à direita, padres italianos, Igreja do Loreto, ai já me perdoaram os pecados que noutros lados eram capitais. Já agora, se não for abuso, reza uma avé-maria por mim, tu tens a fé que é preciso.

Beijinhos

Alf disse...

Encontrares-te com Ele há-de ser sempre melhor do que encontrares-te com ele, não?

eumesma disse...

Olá!!

"Ele", independentemente de que religião seja, está sempre lá, sempre presente, quer tenhamos fases de afastamento ou não...
Portanto se isso te faz sentir melhor, vai até "ele"...

Não será por te teres afastado, que serás menos "atendida"...:-)

Bjs

DIV de divertida disse...

SPITFIRE:
Pois... não sei bem... Não acho que tenha sido sempre merecedora de tal proeza...

MARIITA:
Por nada. Apenas porque me foi referenciada por uma amiga que gostou.
Eu tenho a Fé que precisas?! quem dera minha linda, quem dera...

ALF:
ehehehe
o politicamente correcto faz-me responder "certamente!" mas como sou a eterna rebelde direi "Depende do ele!!"
lol

EU MESMA:
pois não sei...
estou numa fase que ainda não sei bem o que uero. apenas o que não quero.