quarta-feira, maio 09, 2007

De regresso, por hoje...

Estive fora uns dias. Fui à terrinha recarregar baterias.
Estar em família mesmo quando somos "A rebelde" sabe muito bem.
Nestas alturas eles sentem que estou diferente: estou mais por casa, durmo a sesta, ouço apenas... E estou mesmo diferente. A tristeza deixa-nos sem fogo, sem energia...
Tentei fazer apenas e só o que me permitia estar serena, mesmo que isso implicasse não ter tempo, entretanto, para percorrer as capelinhas.
Com a minha filha procurei seguir o ritmo dela, com muitos mimos e muitos beijos.

Eu - Mamã dá muitos...?
Ela - Beijinhos!! (a sorrir de orelha a orelha com um xi coração certeiro!)

Ela merece.
(confesso que tem sido a mais prejudicada e isso vou lamentar 100 anos que viva)

No regresso cheguei à conclusão que terei de equacionar as minhas escolhas:
  1. Estar a fazer O trabalho que me agrada embora implique estar longe dos amigos e da família ou fazer UM trabalho que não me agrade e estar num sítio com mais qualidade de vida e mais perto dos que amo?
  2. O que é prioritário? Estar sozinha e em paz (estar a 200 km de distância tem essa vantagem porque adoro o silêncio) ou estar perto e ter mais apoio, mas levar com a família e o controlo a todo o tempo?
  3. "Progredir" numa cidade de oportunidades (trabalho, formação académica e profissional, formação cultural) mas sem redes de apoio para me ajudar com a minha filha (o que implica não poder aproveitar nada) ou "regredir" e voltar à cidade de origem, sem tantas oportunidades, mas com apoio e quem sabe com a possibilidade de vir cá fazer formação?
  4. Viver de forma mais impessoal no que toca a vizinhos e redondezas (agrada-me), mas sem rede de suporte algum ou viver no meio de alguma mesquinhez (desagrada-me) de pensamento, mas com rede de suporte?
  5. Mudar de alvo/tema de trabalho, sendo que este é a minha Prima Dona? (foi por causa dele que larguei tudo: antigo emprego, família, situação financeira estável, relação amorosa que acabou pela distância)
  6. Mudar de cidade?
  7. Que vida quererei eu ter? em stress embora trabalhe no que goste ou com mais qualidade e a sentir-me sufocada pela mediocridade?
  8. Mas afinal que digo eu?... se é o trabalho que me levou a ficar de atestado... bom, não foi bem o trabalho, mas a idiotice, a injustiça, a incompetência, o aproveitamento, a incongruência que o rodeia...
Não sei se algum dia conseguirei dar respostas a esta imensidão de dúvidas, ou quem sabe até as darei mais breve do que julgo...
Apenas sei que terei de dar tempo ao tempo e viver o mais serenamente possível.
Tudo acaba por nos acontecer na vida desde que nos consigamos sentir serenos e em paz...
Procurarei esse caminho.
Precisarei de ajuda, mas tentarei não desistir.

6 comentários:

Anónimo disse...

6- mudar de cidade.
Porto?
tá-se bem... tá,tá...
anonimo

Grilinha disse...

Hum...quantas dúvidas ! Quer-me cá parecer que até gostas daqui...
Amiga, aparece no msn, tenho tantas saudades de "falar" contigo...CONTINUAS A SER A MINHA DIV de Divertida !

Fá disse...

Pior que escolher bem ou mal, é ficar de braços cruzados.
A fórmula para uma escolha inteligente exige não só um profundo conhecimento de nós próprios como uma afirmação da nossa própria maneira de ser...
Qualquer que seja a escolha, que faça de ti uma mulher feliz.

as velas ardem ate ao fim disse...

Prioritario:VIVER!

bjos e bfs

DIV de divertida disse...

ANONIMO:
Porto?? nada disso! é demasiado cinzento...

GRILINHA:
:)... Que colinho bom...!

FÁ:
E isso, de saber escolher, é tão dificil, nao é?!...
A ver vamos... temos de ter calma e não querer controlar e acelarar tudo.

AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM:
(suspiro...)

migvic disse...

Está quase lá, mais uma afinação...